Megaespetáculos com queima de grande quantidade de fogos de artifício em festas de final de ano são muito comuns no Brasil. Após a queima, grande quantidade de material particulado permanece suspensa no ar. Entre os resíduos, encontram-se compostos de sódio, potássio, bário, cálcio, chumbo, antimônio, cromo, além de percloratos e gases, como os dióxidos de nitrogênio e enxofre.
BRUNNING, A. The Chemistry of Firework Pollution. Disponível em:
www.compoundchem.com. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).
Esses espetáculos promovem riscos ambientais, porque
Essa questão avalia o conhecimento sobre poluição atmosférica causada por reações de combustão, especialmente a presença de metais pesados e gases tóxicos nos produtos gerados.
A alternativa correta afirma que os produtos da queima contêm metais pesados e gases tóxicos que resultam em poluição atmosférica. De fato, o enunciado cita compostos de chumbo, bário, antimônio e cromo — metais pesados com alta toxicidade para organismos vivos e para o ambiente — além dos gases dióxido de nitrogênio \text{NO}_2 e dióxido de enxofre \text{SO}_2, que contribuem para a formação de chuva ácida e irritação do sistema respiratório. Esses fatores configuram risco ambiental real e são o foco da questão.
As demais alternativas apresentam erros conceituais importantes: afirmar que os resíduos pós-queima ainda são inflamáveis ou explosivos é incorreto, pois já são produtos da combustão. Apontar apenas sódio e potássio como principais responsáveis pela toxicidade ignora os metais pesados, que são muito mais perigosos. Por fim, a ideia de que o material particulado impede a respiração celular das plantas é equivocada — o processo afetado pelo bloqueio de luz nas folhas seria a fotossíntese, e não a respiração celular, que ocorre em todas as células independentemente da luz.
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