Uma população (momento A) sofre isolamento em duas subpopulações (momento B) por um fator de isolamento (I). Passado um tempo, essas subpopulações apresentam características fenotípicas e genotípicas que as distinguem (momento C), representadas na figura pelas tonalidades de cor. O posterior desaparecimento do fator de isolamento I pode levar, no momento D, às situações D1 e D2.

A representação indica que, no momento D, na situação
Esta questão avalia o conceito de especiação alopátrica e o papel do isolamento reprodutivo na formação de novas espécies.
O esquema representa o modelo clássico de especiação: uma população original (A) é dividida por uma barreira geográfica (I) em duas subpopulações (B) que, com o passar do tempo, acumulam diferenças fenotípicas e genotípicas (C, representadas pelas tonalidades distintas).
Quando a barreira desaparece, dois desfechos são possíveis:
Na situação D1, as duas subpopulações acumularam divergências suficientes para desenvolver isolamento reprodutivo — ou seja, mesmo voltando a habitar a mesma região (simpatria), elas não se cruzam entre si e continuam como duas populações (ou espécies) distintas, mantendo suas características fenotípicas diferentes. Esse é o desfecho da especiação completa.
Na situação D2, o isolamento reprodutivo não se desenvolveu. Ao se reencontrarem, as duas populações voltam a cruzar entre si, ocorre fluxo gênico e as características se misturam, resultando em uma única população com fenótipo intermediário — e não em duas populações distintas nem na restauração exata do fenótipo original de A.
Portanto, a alternativa correta é a que afirma que, em D1, duas populações coexistem separadas por isolamento reprodutivo, o produto final da especiação alopátrica.
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