Hino à Bandeira
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
BILAC, O.; BRAGA, F. Disponível em: www2.planalto.gov.br.
Acesso em: 10 dez. 2017 (fragmento).
No Hino à Bandeira, a descrição é um recurso utilizado para exaltar o símbolo nacional na medida em que
A questão avalia a habilidade de identificar recursos expressivos utilizados em textos poéticos e compreender como eles contribuem para o sentido da obra.
No Hino à Bandeira, o eu lírico utiliza a descrição para enaltecer o símbolo nacional ao enumerar e caracterizar os elementos que compõem visualmente a bandeira: o "céu de puríssimo azul", a "verdura sem par destas matas" e o "esplendor do Cruzeiro do Sul". Ao descrever esses elementos com adjetivos valorizadores, o poema exalta a bandeira por meio das representações nela contidas, tornando-a um retrato grandioso do Brasil.
A alternativa que afirma que o recurso descritivo remete a um momento futuro não é a principal função da descrição no texto — embora haja uma projeção futura no verso "há de ser", isso não caracteriza a descrição como recurso de exaltação. A ideia de promover a união dos cidadãos aparece de forma implícita, mas não é o que a descrição promove diretamente. O uso de termos religiosos como "sagrada" ocorre pontualmente, mas não é o eixo central do recurso descritivo. Por fim, o texto não recorre à história da bandeira — não há narrativa de sua origem ou evolução.
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