A arte pré-histórica africana foi incontestavelmente um veículo de mensagens pedagógicas e sociais. Os San, que constituem hoje o povo mais próximo da realidade das representações rupestres, afirmam que seus antepassados lhes explicaram sua visão do mundo a partir desse gigantesco livro de imagens que são as galerias. A educação dos povos que desconhecem a escrita está baseada sobretudo na imagem e no som, no audiovisual.
KI-ZERBO, J. A arte pré-histórica africana. In: KI-ZERBO, J. (Org.)
História geral da África, I: metodologia e pré-história da África.
Brasília: Unesco, 2010.
De acordo com o texto, a arte mencionada é importante para os povos que a cultivam por colaborar para o(a)
O texto apresenta a arte rupestre africana como um instrumento pedagógico e social, utilizado pelos povos ágrafos (sem escrita) para comunicar e preservar sua visão de mundo. O conceito central avaliado é a transmissão cultural oral e visual.
O trecho deixa claro que os antepassados dos San usavam as pinturas rupestres para explicar sua visão de mundo às gerações seguintes, funcionando como um "gigantesco livro de imagens". Ou seja, a arte cumpria o papel de transmitir os saberes acumulados ao longo das gerações, substituindo a escrita por meio do audiovisual.
As demais alternativas introduzem conceitos — propriedade individual, hierarquia, laços familiares e rejeição de práticas externas — que não são mencionados nem sugeridos em nenhum trecho do texto, tornando-as incorretas por não terem respaldo na fonte apresentada.
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