O planejamento deixou de controlar o crescimento urbano e passou a encorajá-lo por todos os meios possíveis e imagináveis. Cidades, a nova mensagem soou em alto e bom som, eram máquinas de produzir riquezas; o primeiro e principal objetivo do planejamento devia ser o de azeitar a máquina.
HALL, P. Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e do projeto
urbanos no século XX. São Paulo: Perspectiva, 2016 (adaptado).
O modelo de planejamento urbano problematizado no texto é marcado pelo(a)
O texto de Peter Hall critica um modelo de planejamento urbano voltado para a lógica econômica e empresarial, no qual a cidade deixa de ser pensada como espaço de bem-estar coletivo e passa a ser tratada como uma máquina de produzir riquezas. Essa visão reflete a influência do pensamento neoliberal sobre o urbanismo, em que o crescimento econômico e os interesses do mercado e das empresas se tornam a principal diretriz do planejamento.
A alternativa correta identifica a ampliação da participação empresarial como característica central desse modelo, já que o planejamento passa a servir à acumulação de capital, priorizando investimentos, infraestrutura produtiva e expansão urbana que favorecem o setor privado.
As demais alternativas são incorretas porque o texto contradiz a ideia de gestão popular (que implicaria participação da população), de práticas sustentáveis (que limitariam o crescimento), de bem-estar social (subordinado à produção de riqueza) e de soberania governamental (que seria substituída pela lógica do mercado).
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