Questão 68 — ENEM 2020 (Humanas)

A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo —, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.

DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história.

Topoi, n. 19, jul.-dez. 2009.

De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir como possibilidade de

Resolução

O texto discute a renovação da biografia histórica, que passou a integrar contribuições da história social e cultural. A nova abordagem abandona o formato hagiográfico — centrado em grandes nomes idealizados — e passa a tratar indivíduos, célebres ou não, como testemunhas e reflexos de uma época.

A alternativa correta é a que afirma que o indivíduo se torna uma porta de entrada para compreender o cotidiano das comunidades. Isso está alinhado com a ideia do texto de que a biografia revelaria a época em que o sujeito viveu, permitindo acesso à vida coletiva e ao contexto social mais amplo.

As demais alternativas contradizem o texto: a adesão ao método positivista seria um retrocesso, pois o texto critica a história tradicional de grandes nomes; o foco nas elites é explicitamente superado ao incluir atores célebres ou não; as narrativas heroicas são rejeitadas ao se criticar o formato hagiográfico; e manifestações do divino não são mencionadas no texto.

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