Montaigne deu o nome para um novo gênero literário; foi dos primeiros a instituir na literatura moderna um espaço privado, o espaço do “eu”, do texto íntimo. Ele cria um novo processo de escrita filosófica, no qual hesitações, autocríticas, correções entram no próprio texto.
COELHO, M. Montaigne. São Paulo: Publifolha, 2001 (adaptado).
O novo gênero de escrita aludido no texto é o(a)
O texto descreve Montaigne como o criador de um gênero que inaugura um espaço íntimo do "eu" na literatura moderna, onde hesitações, autocríticas e correções fazem parte da própria escrita filosófica. Esse perfil corresponde ao ensaio, gênero criado por Montaigne com sua obra Essais (1580).
O ensaio é caracterizado pela exposição subjetiva e reflexiva de um tema, sem compromisso com demonstração sistemática ou conclusões definitivas — o que explica por que hesitações e autocríticas integram o texto, em vez de serem eliminadas.
As demais opções descrevem gêneros distintos: a confissão foca em experiências de transformação espiritual ou moral; a carta tem função comunicativa com um destinatário específico; a meditação propõe um método de preparação para o conhecimento (como em Descartes); o diálogo pressupõe múltiplos interlocutores em debate. Nenhum desses corresponde ao gênero inaugurado por Montaigne.
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