O toyotismo, a partir dos anos 1970, teve grande impacto no mundo ocidental, quando se mostrou para os países avançados como uma opção possível para a superação de uma crise de acumulação.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho.
São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado).
A característica organizacional do modelo em questão, requerida no contexto de crise, foi o(a)
O conceito avaliado é o toyotismo, modelo de organização da produção desenvolvido no Japão pela Toyota e que se expandiu globalmente a partir da crise dos anos 1970.
Diferente do fordismo — que se baseava em produção em massa e grandes estoques para reduzir custos unitários —, o toyotismo surgiu como resposta a um contexto de demanda instável e mercados fragmentados. Seu principal mecanismo é o just-in-time: produz-se apenas o que o mercado demanda, no momento e na quantidade exigidos. Isso elimina estoques excedentes e reduz desperdícios, tornando a produção altamente flexível.
Por isso, a adequação da produção à demanda é a característica central do toyotismo no contexto de crise: quando a demanda cai ou se diversifica, a empresa não acumula produtos nem paralisa linhas, mas ajusta o ritmo e o tipo de produção em tempo real.
As demais alternativas descrevem características do modelo fordista ou de tendências contrárias ao toyotismo: a expansão de estoques e a fabricação em massa são justamente os problemas que o toyotismo veio superar. O aumento da mecanização rígida e a centralização do planejamento também contradizem a lógica toyotista, que valoriza a flexibilidade e os círculos de controle de qualidade descentralizados.
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