Com o aumento da população de suínos no Brasil, torna-se necessária a adoção de métodos para reduzir o potencial poluidor dos resíduos dessa agroindústria, uma vez que, comparativamente ao esgoto doméstico, os dejetos suínos são 200 vezes mais poluentes. Sendo assim, a utilização desses resíduos como matéria-prima na obtenção de combustíveis é uma alternativa que permite diversificar a matriz energética nacional, ao mesmo tempo em que parte dos recursos hídricos do país são preservados.
BECK, A. M. Resíduos suínos como alternativa energética sustentável. XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Anais ENEGEP, Foz do Iguaçu, 2007 (adaptado).
O biocombustível a que se refere o texto é o
O texto descreve o aproveitamento dos dejetos suínos como matéria-prima para a produção de combustíveis, o que remete diretamente ao biogás. Os resíduos orgânicos de suínos são ricos em matéria orgânica que, ao sofrer decomposição anaeróbica (realizada por microrganismos na ausência de oxigênio), libera uma mistura gasosa composta principalmente de metano \text{(CH}_4\text{)} e dióxido de carbono \text{(CO}_2\text{)}. Esse gás combustível é captado em biodigestores e pode ser utilizado como fonte de energia, reduzindo a poluição de rios e lençóis freáticos pelos dejetos.
As demais opções não se encaixam no contexto: o etanol é obtido pela fermentação de açúcares (como os da cana-de-açúcar); o metanol é produzido a partir de gás natural ou biomassa lenhosa; o biodiesel resulta da transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais; e o butano é um hidrocarboneto de origem fóssil, componente do gás liquefeito de petróleo (GLP) — portanto, não é um biocombustível.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.