Os búfalos são animais considerados rústicos pelos criadores e, por isso, são deixados no campo sem controle reprodutivo. Por causa desse tipo de criação, a consanguinidade é favorecida, proporcionando o aparecimento de enfermidades, como o albinismo, defeitos cardíacos, entre outros. Separar os animais de forma adequada minimizaria a ocorrência desses problemas.
DAMÉ, M. C. F.; RIET-CORREA, F.; SCHILD, A. L. Pesq. Vet. Bras., n. 7, 2013 (adaptado).
Qual procedimento biotecnológico prévio é recomendado nessa situação?
A questão aborda o problema da consanguinidade em rebanhos de búfalos criados sem controle reprodutivo. Quando animais aparentados se reproduzem entre si, aumenta a chance de que descendentes herdem dois alelos recessivos iguais para determinados genes, favorecendo o aparecimento de doenças genéticas como o albinismo e defeitos cardíacos.
Para que seja possível separar adequadamente os animais e evitar cruzamentos entre indivíduos aparentados ou portadores dos alelos problemáticos, o procedimento biotecnológico prévio recomendado é o mapeamento genético. Ele permite identificar quais animais carregam alelos deletérios (mesmo sem manifestar a doença, por serem heterozigotos), além de estabelecer o grau de parentesco entre os indivíduos do rebanho. Com essa informação, o criador pode tomar decisões reprodutivas embasadas, impedindo cruzamentos que aumentariam a homozigose de alelos recessivos nocivos.
As demais alternativas não se aplicam ao contexto de prevenção populacional do problema: a transgenia introduz genes de outras espécies; a terapia gênica corrige defeitos em indivíduos já afetados; a vacina de DNA estimula resposta imunológica; e a clonagem terapêutica visa a produção de células ou tecidos para tratamento, não o controle reprodutivo de populações.
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