Famoso por ser o encantador de viúvas da cidade de Cabaceiras, na Paraíba, Zé de Sila é um contador de histórias parecido com o personagem Chicó, do Auto da Compadecida. Ele defende veementemente que a oração da avó sustentava mais a chuva. "Quando era pequeno e chovia por aqui, ajudava minha avó colocando os pratos emborcados no terreiro para diminuir o vento. Ela fazia isso e rezava para a chuva durar mais", diz Zé de Sila.
GALDINO, V.; BARBOSA, R. C. Artistas por um dia? João Pessoa: Editora Universitária, 2009.
Ao destacar expressões e vivências populares do cotidiano, o texto mobiliza os seguintes aspectos da diversidade regional:
O texto apresenta Zé de Sila, contador de histórias do sertão paraibano, e descreve uma prática popular transmitida de geração em geração: colocar pratos emborcados no terreiro acompanhados de orações para prolongar a chuva. Esse tipo de prática caracteriza uma crença mística popular — um ritual de origem folclórica, sem base científica, que integra o patrimônio cultural imaterial de uma comunidade regional.
A alternativa correta identifica exatamente essa combinação: as práticas místicas (o ritual dos pratos e a reza da avó) estão associadas ao patrimônio cultural (a tradição oral, os saberes populares e a identidade sertaneja nordestina).
As demais alternativas não se sustentam: a menção ao título de 'encantador de viúvas' não configura ritual matrimonial; a comparação com Chicó é apenas uma referência literária, sem foco político ou teatral; a chuva aparece como pano de fundo da prática cultural, não como intempérie ou catástrofe ambiental abordada em narrativa lírica ou literária.
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