O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na organização do trabalho. As novas tecnologias que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem como novas tecnologias que possibilitam a aplicação flexível, em substituição ao modelo taylorista-fordista.
HEREDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da reestruturação produtiva. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado).
O uso de novas tecnologias relacionado ao controle empresarial é criticado no texto em razão da
O texto aborda o processo de reestruturação produtiva e seus efeitos sobre as relações de trabalho. O autor argumenta que as chamadas "novas tecnologias" no âmbito empresarial não são apenas inovações técnicas, mas representam uma nova lógica de controle do capital sobre o processo produtivo e a organização do trabalho.
A crítica central do texto recai sobre fenômenos como a terceirização, a precarização e a flexibilização — apresentados como substitutos ao modelo taylorista-fordista. Esses processos, embora apresentados como modernização, resultam na fragilização dos vínculos e direitos trabalhistas, tornando as relações de trabalho mais instáveis e menos protegidas para os trabalhadores. Por isso, a alternativa que aponta a fragilização das relações de trabalho é a que melhor sintetiza a crítica do autor.
As demais alternativas não correspondem ao argumento do texto: a operacionalização de tarefas, a hierarquização de cargos, a capacitação profissional e a aplicação científica não são os alvos da crítica apresentada — o foco está nas consequências sociais e trabalhistas da reestruturação produtiva.
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