Constatou-se uma ínfima inserção da indústria brasileira nas novas tecnologias ancoradas na microeletrônica, capazes de acarretar elevação da produtividade nacional de forma sustentada. Os motores do crescimento nacional, há décadas, são os grupos relacionados a commodities agroindustriais e à indústria representativa do antigo padrão fordista de produção, esta última também limitada pela baixa potencialidade futura de desencadear inovações tecnológicas capazes de proporcionar elevação sustentada da produtividade.
AREND, M. A industrialização do Brasil ante a nova divisão internacional do trabalho. Disponível em: www.ipea.gov.br. Acesso em: 16 jul. 2015 (adaptado).
Um efeito desse cenário para a sociedade brasileira tem sido o(a)
O texto aborda o conceito de divisão internacional do trabalho e o padrão de industrialização brasileiro. O autor argumenta que a indústria nacional permanece concentrada em commodities agroindustriais e no modelo fordista tradicional, com baixa incorporação de microeletrônica e inovação tecnológica.
A consequência direta desse cenário é a subordinação aos fluxos globais: ao não dominar tecnologias de ponta, o Brasil se posiciona como exportador de produtos primários de baixo valor agregado e importador de bens tecnológicos intensivos em conhecimento. Isso reproduz uma inserção periférica na economia mundial, na qual o país fica dependente das oscilações de preço das commodities e das decisões tecnológicas tomadas nos países centrais.
O barateamento da cesta básica não decorre da estagnação tecnológica industrial. A estatização econômica e o incentivo à modernização seriam respostas políticas ao problema, não efeitos dele. A ampliação do poder de consumo exigiria exatamente o aumento de produtividade que o texto aponta como ausente.
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