Questão 73 — ENEM 2021 (Humanas)

Quando Getúlio Vargas se suicidou, em agosto de 1954, o país parecia à beira do caos. Acuado por uma grave crise política, o velho líder preferiu uma bala no peito à humilhação de aceitar uma nova deposição, como a que sofrera em outubro de 1945. Entretanto, ao contrário do que imaginavam os inimigos, ao ruído do estampido não se seguiu o silêncio que cerca a derrota.

REIS FILHO, D. A. O Estado à sombra de Vargas. Revista Nossa História, n. 7, maio 2004.

O evento analisado no texto teve como repercussão imediata na política nacional a

Resolução

O texto aborda o momento do suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, e pede a repercussão imediata desse evento na política nacional.

Ao contrário do que seus adversários esperavam — que sua morte encerraria sua influência —, o suicídio de Vargas gerou uma intensa reação popular. Antes de morrer, ele deixou uma carta-testamento em que se apresentava como vítima de seus inimigos e das pressões estrangeiras, declarando que saía "da vida para entrar na história". Esse gesto mobilizou multidões em todo o país: houve protestos nas ruas, ataques a jornais e ao consulado dos EUA, e uma onda de comoção popular que chegou a desestabilizar temporariamente os grupos que pressionavam pela sua saída. O trecho do texto reforça isso ao dizer que "ao ruído do estampido não se seguiu o silêncio que cerca a derrota".

As demais alternativas não correspondem à repercussão imediata: não houve intervenção militar naquele momento (os militares que pressionavam Vargas recuaram diante da comoção popular), nem abertura democrática, nem campanha anticomunista, nem radicalização da oposição — ao contrário, a oposição ficou momentaneamente na defensiva diante da reação das ruas.

Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.