Estudo aponta que a extinção de preguiças-gigantes, cuja base da dieta eram frutos e sementes, provocou impactos consideráveis na vegetação do Pantanal brasileiro. A flora, embora não tenha desaparecido, tornou-se menos abundante que no passado, além de ocupar áreas mais restritas.
BICUDO, F. Jardineiros da pesada. Ecologia. Pesquisa Fapesp, ed. 231, maio 2015 (adaptado).
O evento descrito com a flora ocorreu em razão da redução
Esta questão avalia o conceito de dispersão de sementes e a relação entre fauna e flora nos ecossistemas.
As preguiças-gigantes eram animais que se alimentavam de frutos e sementes e, ao se locomoverem, depositavam as sementes em outros locais por meio das fezes — processo chamado de zoocoria. Com a extinção desses animais, as sementes deixaram de ser dispersas de forma eficiente por uma grande área, fazendo com que a flora diminuísse em abundância e passasse a ocupar regiões mais restritas.
Portanto, o impacto na vegetação ocorreu pela redução dos fatores de disseminação das sementes, ou seja, a perda do principal agente dispersor responsável por espalhar as plantas pelo Pantanal.
As demais alternativas são incorretas porque o problema não foi a quantidade de flores produzidas, o tamanho das plantas, a quantidade de sementes por fruto, nem a redução de hábitats — mas sim a ausência do animal que garantia a dispersão das sementes a longas distâncias.
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