Questão 116 — ENEM 2022 (Natureza)

Durante o ano de 2020, impulsionado pela necessidade de respostas rápidas e eficientes para desinfectar ambientes de possíveis contaminações com o SARS-CoV-2, causador da covid-19, diversas alternativas foram buscadas para os procedimentos de descontaminação de materiais e ambientes. Entre elas, o uso de ozônio em meio aquoso como agente sanitizante para pulverização em humanos e equipamentos de proteção em câmaras ou túneis, higienização de automóveis e de ambientes fechados e descontaminação de trajes. No entanto, pouca atenção foi dada à toxicidade do ozônio, à formação de subprodutos, ao nível de concentração segura e às precauções necessárias.

LIMA, M. J. A.; FELIX, E. P.; CARDOSO, A. A. Aplicações e implicações do ozônio na

indústria, ambiente e saúde. Química Nova, n. 9, 2021 (adaptado).

O grande risco envolvido no emprego indiscriminado dessa substância deve-se à sua ação química como

Resolução

Esta questão avalia o conhecimento sobre as propriedades químicas do ozônio e os riscos associados ao seu uso.

O ozônio (O_3) é uma substância com forte caráter oxidante. Sua molécula é instável e tende a liberar oxigênio nascente (O), que reage rapidamente com matéria orgânica, membranas celulares, lipídios e proteínas. É exatamente essa capacidade oxidante que o torna eficaz como agente sanitizante — mas também perigoso quando inalado ou aplicado diretamente sobre humanos, pois oxida tecidos biológicos, irritando e danificando as vias respiratórias.

As demais alternativas estão incorretas porque o ozônio não atua como catalisador (que apenas acelera reações sem se consumir), não é um redutor (que doa elétrons), e tampouco se comporta como ácido ou base no sentido de transferência de prótons (teoria de Brønsted-Lowry) nas condições descritas.

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