O eixo de rotação da Terra apresenta uma inclinação em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol, interferindo na duração do dia e da noite ao longo do ano.

Uma pessoa instala em sua residência uma placa fotovoltaica, que transforma energia solar em elétrica. Ela monitora a energia total produzida por essa placa em 4 dias do ano, ensolarados e sem nuvens, e lança os resultados no gráfico.

Disponível em: www.fisica.ufpr.br. Acesso em: 27 maio 2022 (adaptado).
Próximo a que região se situa a residência onde as placas foram instaladas?
O conceito avaliado é a relação entre a inclinação do eixo terrestre, as estações do ano e a duração do dia — fatores que determinam a quantidade de energia solar recebida em diferentes épocas.
O gráfico mostra que a placa fotovoltaica produz mais energia em janeiro (pico) e menos energia em julho (vale). Isso indica que a residência fica em um local onde janeiro corresponde ao verão (dias mais longos, maior incidência solar) e julho corresponde ao inverno (dias mais curtos, menor incidência solar).
Essa sazonalidade — verão em dezembro/janeiro e inverno em junho/julho — é característica do Hemisfério Sul. A imagem da Terra em 21 de dezembro confirma: nessa data, o lado iluminado (DIA) concentra-se no Hemisfério Sul, com incidência direta ao redor do Trópico de Capricórnio.
A variação significativa de produção entre as estações descarta o Equador, onde os dias têm duração praticamente constante ao longo do ano e a produção seria uniforme. O Polo Sul fica no extremo do Hemisfério Sul e teria variação ainda mais drástica (com meses sem sol algum), incompatível com o gráfico. As opções do Polo Norte e do Trópico de Câncer ficam no Hemisfério Norte, onde o verão ocorre em julho — o oposto do padrão observado. Portanto, a residência se situa próximo ao Trópico de Capricórnio.
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