Pisoteamento, arrastão, empurra-empurra, agressões, vandalismo e até furto a um torcedor que estava caído no asfalto após ser atropelado nas imediações do estádio do Maracanã. As cenas de selvageria tiveram como estopim a invasão de milhares de torcedores sem ingresso, que furaram o bloqueio policial e transformaram o estádio em terra de ninguém. Um reflexo não só do quadro de insegurança que assola o Rio de Janeiro, mas também de como a violência social se embrenha pelo esporte mais popular do país. Em 2017, foram registrados 104 episódios de violência no futebol brasileiro, que resultaram em 11 mortes de torcedores. Desde 1995, quando 101 torcedores ficaram feridos e um morreu durante uma batalha campal no estádio do Pacaembu, autoridades têm focado as ações de enfrentamento à violência no futebol em grupos uniformizados, alguns proibidos de frequentar estádios. Porém, a postura meramente repressiva contra torcidas organizadas é ineficaz em uma sociedade que registra mais de 61 000 homicídios por ano. “É impossível dissociar a escalada de violência no futebol do panorama de desordem pública, social, econômica e política vivida pelo país”, de acordo com um doutor em sociologia do esporte.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).
Nesse texto, a violência no futebol está caracterizada como um(a)
O texto aborda a violência no futebol brasileiro como um fenômeno social estrutural, ou seja, não um problema isolado do esporte, mas um reflexo das condições sociais mais amplas do país.
O trecho central que sustenta a alternativa correta é: "É impossível dissociar a escalada de violência no futebol do panorama de desordem pública, social, econômica e política vivida pelo país." Além disso, o texto afirma que a violência nos estádios é "um reflexo não só do quadro de insegurança que assola o Rio de Janeiro, mas também de como a violência social se embrenha pelo esporte mais popular do país." Esses trechos evidenciam que a violência no futebol é apresentada como consequência de uma crise social generalizada no Brasil.
As demais alternativas são refutadas pelo próprio texto: o problema não é localizado em uma região (o texto menciona dados nacionais, como 61.000 homicídios por ano e episódios em vários estados); não é um desafio exclusivo das torcidas organizadas (o texto critica justamente a abordagem repressiva focada só nelas, considerando-a ineficaz); não se trata de inadequação dos espaços físicos dos estádios; tampouco de insatisfação dos clubes com a organização dos jogos.
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