A conquista da medalha de prata por Rayssa Leal, no skate street nos Jogos Olímpicos, é exemplo da representatividade feminina no esporte, avalia a âncora do jornal da rede de televisão da CNN. A apresentadora, que também anda de skate, celebrou a vitória da brasileira, que entrou para a história como a atleta mais nova a subir num pódio defendendo o Brasil. “Essa representatividade do esporte nos Jogos faz pensarmos que não temos que ficar nos encaixando em nenhum lugar. Posso gostar de passar notícia e, mesmo assim, gostar de skate, subir montanha, mergulhar, andar de bike, fazer yoga. Temos que parar de ficar enquadrando as pessoas dentro de regras. A gente vive num padrão no qual a menina ganha boneca, mas por que também não fazer um esporte de aventura? Por que o homem pode se machucar, cair de joelhos, e a menina tem que estar sempre lindinha dentro de um padrão? Acabamos limitando os talentos das pessoas”, afirmou a jornalista, sobre a prática do skate por mulheres.
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 31 out. 2021 (adaptado).
O discurso da jornalista traz questionamentos sobre a relação da conquista da skatista com a
O texto apresenta a fala de uma jornalista que reflete sobre os estereótipos de gênero no esporte a partir da conquista de Rayssa Leal. O conceito central avaliado é a desconstrução de papéis sociais impostos historicamente a homens e mulheres.
A jornalista questiona por que meninas recebem bonecas enquanto meninos praticam esportes de aventura, e por que mulheres precisam se manter dentro de um padrão estético enquanto homens podem se machucar sem julgamentos. Esse discurso não se limita ao skate em si, mas aponta para a ruptura com a ideia de que determinadas práticas esportivas são exclusivas do universo masculino.
A alternativa correta é a que identifica exatamente esse movimento de desconstrução da noção do skate como modalidade masculina: a vitória de Rayssa serve como símbolo de que mulheres podem e devem ocupar espaços historicamente reservados aos homens, sem precisar se enquadrar em padrões limitantes.
As demais alternativas são incorretas porque o texto não trata da conciliação de profissões com o skate, nem foca na inserção das mulheres especificamente no skate street como modalidade, nem se concentra no recorde etário ou na medalha olímpica como temas centrais — esses são apenas o contexto que dispara a reflexão da jornalista sobre gênero.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.