Colegas, na mente e no coração do povo, a Crimeia sempre foi uma porção inseparável da Rússia. Essa firme convicção se baseia na verdade e na justiça e foi passada de geração em geração, ao longo do tempo, sob quaisquer circunstâncias, apesar de todas as drásticas mudanças que nosso país atravessou durante todo o século XX.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 28 jul. 2014.
Considerando a dinâmica geopolítica subjacente ao texto, a justificativa utilizada por Vladimir Putin, em 2014, para anexação dessa península apela para o argumento de que
O texto apresenta um trecho do discurso de Vladimir Putin justificando a anexação da Crimeia em 2014. O argumento central apela para a ideia de que a Crimeia sempre foi historicamente e culturalmente russa, transmitida de geração em geração — ou seja, Putin invoca o nacionalismo étnico e cultural para legitimar a ação territorial.
Esse raciocínio se enquadra no conceito de irredentismo, corrente geopolítica que defende a reunificação de territórios habitados por povos com identidade comum (língua, história, cultura) sob um mesmo Estado nacional. Assim, a alternativa correta afirma que populações com idioma e identidade comuns devem estar submetidas à mesma autoridade estatal — exatamente o argumento utilizado no discurso.
As demais alternativas não encontram respaldo no texto: a incapacidade de organismos transnacionais, a integração regional com livre circulação ou a expulsão de forças navais ocidentais não são mencionadas nem subentendidas na justificativa apresentada por Putin. A referência ao imperialismo soviético também contradiz o tom do discurso, que evoca pertencimento histórico, não dominação.
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