Brasileiros levam mais tempo de casa para o trabalho
Pesquisa do IBGE aponta que a situação é mais grave no Sudeste: 13% das pessoas levam mais de uma hora para chegar ao trabalho. Nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio, o IBGE registrou os maiores percentuais de trabalhadores que levam mais de uma hora no trajeto até o emprego. Quem vê o Marcelo chegar ao trabalho nem imagina a maratona que ele enfrenta todos os dias antes das 5 h. “Acordo 4 h 30, saio de casa 5 h, pego trem 5 h 20, chego na Central umas 6 h 50, pego ônibus e chego no trabalho mais ou menos 7 h 10”, conta. Segundo especialista, são os mais pobres os que moram mais longe do emprego.
Disponível em: www.portaldotransito.com.br. Acesso em: 23 nov. 2021 (adaptado).
A pesquisa desenvolvida retrata a seguinte dinâmica populacional:
A questão avalia o conceito de movimento pendular, que descreve o deslocamento diário e regular das pessoas entre o local de residência e o local de trabalho ou estudo, sem que haja mudança definitiva de domicílio.
O texto ilustra perfeitamente esse fenômeno ao retratar a rotina do Marcelo, que acorda antes das 5h e percorre um longo trajeto de trem e ônibus para chegar ao trabalho, repetindo esse percurso todos os dias. O nome pendular remete ao movimento de vai e vem, como um pêndulo.
As demais alternativas descrevem outros tipos de deslocamento populacionais: a migração interna envolve mudança permanente de residência dentro do país; a mudança sazonal ocorre em períodos específicos do ano, como a migração de trabalhadores rurais durante safras; o fluxo de retorno refere-se ao regresso de migrantes ao local de origem; e o deslocamento forçado é motivado por conflitos, desastres ou perseguições. Nenhum desses conceitos descreve o movimento cotidiano casa-trabalho-casa retratado na pesquisa.
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