É ruivo? Tem olhos azuis? É homem ou mulher? Usa chapéu? Quem jogou Cara a Cara na infância sabe de cor o roteiro de perguntas para adivinhar quem é o personagem misterioso do seu oponente.
Agora, o jogo está prestes a ganhar uma nova versão. A designer polonesa Zuzia Kozerska-Girard está desenvolvendo uma variação do Guess Who? (nome do Cara a Cara em inglês), em que as personalidades do tabuleiro são, na verdade, mulheres notáveis da história e da atualidade, como a artista Frida Kahlo, a ativista Malala Yousafzai, a astronauta Valentina Tereshkova e a aviadora Amelia Earhart. O Who’s She? (“Quem é ela?”, em português) traz, no total, 28 mulheres que representam diversas profissões, nacionalidades e idades.
A ideia é que, em vez de perguntar sobre a aparência das personagens, as questões sejam direcionadas aos feitos delas: ganhou algum Nobel, fez alguma descoberta? Para cada personagem há um cartão com fatos divertidos e interessantes sobre sua vida. Uma campanha entrou no ar com o objetivo de arrecadar dinheiro para desenvolver o Who’s She?. A meta inicial era reunir 17 mil dólares. Oito dias antes de a campanha acabar, o projeto já angariou quase 350 mil dólares.
A chegada do jogo à casa do comprador varia de acordo com a quantia doada — quanto mais você doou, mais rápido vai poder jogar.
Disponível em: www.super.abril.com.br. Acesso em: 4 dez. 2018 (adaptado).
Ao divulgar a adaptação do jogo para questões relativas a ações e habilidades de mulheres notáveis, o texto busca
O texto apresenta a adaptação do jogo Cara a Cara para uma versão que substitui perguntas sobre aparência física por perguntas sobre conquistas e habilidades de mulheres notáveis da história e da atualidade. A habilidade avaliada aqui é a identificação da intenção comunicativa do texto — ou seja, para que ele foi escrito e qual efeito busca provocar no leitor.
A alternativa correta é aquela que afirma que o texto busca contribuir para a formação cidadã dos jogadores. Isso se justifica porque o jogo propõe que crianças e adultos aprendam sobre os feitos de mulheres de diversas profissões, nacionalidades e épocas — como uma astronauta, uma ativista pelos direitos à educação e uma aviadora. Esse aprendizado valoriza a diversidade, o protagonismo feminino e o reconhecimento de contribuições sociais, elementos centrais da formação cidadã.
As demais alternativas não se sustentam: o texto não trata de padrões de beleza nem os refuta diretamente; não há apelo à competição entre compradores; o financiamento coletivo é apenas um detalhe contextual, não o foco do texto; e a ideia de conhecimentos lúdicos específicos dos tempos atuais é vaga demais para capturar a dimensão educativa e cidadã que o texto valoriza.
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