Se a interferência de contas falsas em discussões políticas nas redes sociais já representava um perigo para os sistemas democráticos, sua sofisticação e maior semelhança com pessoas reais têm agravado o problema pelo mundo.
O perigo cresceu porque a tecnologia e os métodos evoluíram dos robôs, os "bots" - softwares com tarefas on-line automatizadas -, para os "ciborgues" ou "trolls", contas controladas diretamente por humanos com ajuda de um pouco de automação.
Mas pesquisadores começam agora a observar outros padrões de comportamento: quando mensagens não são programadas, sua publicação se concentra só em horários de trabalho, já que é controlada por pessoas cuja profissão é exatamente essa, administrar um perfil falso durante o dia.
Outra pista: a pobreza vocabular das mensagens publicadas por esses perfis. Um funcionário de uma empresa que supostamente produzia e vendia perfis falsos explica que às vezes "faltava criatividade" para criar mensagens distintas controlando tantos perfis falsos ao mesmo tempo.
GRAGNANI, J. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 16 dez. 2017.
De acordo com o texto, a análise de características da linguagem empregada por perfis automatizados contribui para o(a)
O texto apresenta duas pistas linguísticas e comportamentais que pesquisadores utilizam para detectar perfis falsos nas redes sociais: a concentração de publicações em horários comerciais e a pobreza vocabular das mensagens, decorrente da dificuldade de criar conteúdo variado ao administrar muitos perfis simultaneamente.
A alternativa correta afirma que a análise dessas características contribui para a identificação de padrões de disseminação de informações inverídicas. Isso está diretamente sustentado pelo texto: ao reconhecer padrões repetitivos de linguagem e horários de postagem, os pesquisadores conseguem mapear como essas contas falsas operam e espalham desinformação.
As demais alternativas não encontram respaldo no texto. O texto não trata de controle de profissionais de TI, nem afirma que a análise linguística impulsiona o desenvolvimento de trolls ou a flexibilização de turnos. Tampouco o texto relaciona a análise de linguagem à necessidade de regulamentar bots especificamente — o foco está na identificação dos padrões, não na regulamentação.
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