Durante a evolução das plantas, ocorreu uma transição do ambiente aquático para o ambiente terrestre graças ao surgimento de algumas estruturas que as tornaram independentes da água. Esse fato permitiu maior dispersão desse grupo de seres vivos, sendo possível observá-los em diferentes ambientes na atualidade.
Qual estrutura possibilitou a independência da água para a fecundação dos seres vivos citados acima?
O conceito avaliado é a adaptação das plantas à vida terrestre, com foco na estrutura que tornou a fecundação independente da presença de água.
Nas plantas mais primitivas, como briófitas e pteridófitas, os gametas masculinos (anterozooides) são flagelados e precisam nadar em um filme de água para alcançar o gameta feminino. Isso limita essas plantas a ambientes úmidos.
O tubo polínico foi a inovação evolutiva que rompeu essa dependência: presente nas gimnospermas e angiospermas, ele cresce a partir do grão de pólen e conduz o gameta masculino diretamente até o óvulo, sem necessidade de água como meio de transporte. Isso permitiu a colonização de ambientes secos e a ampla dispersão dessas plantas pelo planeta.
O fruto protege a semente e auxilia na dispersão, mas não está relacionado à fecundação. O esporo é uma estrutura de reprodução assexuada ou de dispersão, presente em grupos que ainda dependem de água para fecundação. A semente protege o embrião após a fecundação, sendo consequência dela, não sua viabilizadora. O vaso condutor transporta seiva pela planta, sendo uma adaptação à nutrição em ambiente terrestre, não à fecundação.
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