O Marabaixo é uma expressão artístico-cultural formada nas tradições e na identificação cultural entre as comunidades negras do Amapá. O nome remonta às mortes de escravizados em navios negreiros que eram jogados na água. Em sua homenagem, hinos de lamento eram cantados mar abaixo, mar acima. Posteriormente, o Marabaixo se integrou à vivência das comunidades negras em um ciclo de danças, cantorias com tambores e festas religiosas, recebendo, em 2018, o título de Patrimônio Cultural do Brasil.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 15 nov. 2021 (adaptado).
A manifestação do Marabaixo se constituiu em expressão de arte e cultura, exercendo função de
A questão avalia o conceito de ressignificação cultural, ou seja, a capacidade de comunidades transformarem experiências de dor e trauma em novas formas de expressão coletiva com sentido próprio.
O Marabaixo nasceu de hinos de lamento cantados em memória dos escravizados mortos nos navios negreiros — um ato de sofrimento e resistência. Com o tempo, esse mesmo elemento doloroso foi transformado em um ciclo de danças, cantorias com tambores e festas religiosas. Ou seja, um episódio dramático foi ressignificado e incorporado como prática cultural viva, celebrada e reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil.
A alternativa que afirma ser apenas uma forma de lamento pelos mortos está incompleta: o texto deixa claro que o Marabaixo evoluiu para muito além do lamento original. A alternativa sobre apagamento de fatos históricos é o oposto do que ocorre — o Marabaixo preserva e homenageia essa memória. A alternativa sobre imitação dos movimentos do mar não tem respaldo no texto. A que fala em ritualizar a passagem fúnebre com espírito festivo distorce o sentido ao misturar elementos sem capturar a ideia central de transformação e ressignificação.
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