“Ganhei 25 medalhas em mundiais, sete em Jogos Olímpicos, e sou uma sobrevivente de abuso sexual.” Foi assim que Simone Biles se apresentou ao comitê do Senado norte-americano que investiga as supostas falhas do FBI no caso Larry Nassar. Biles e outras três atletas, vítimas dos abusos do ex-médico da equipe de ginástica feminina dos EUA, exigiram que os agentes da investigação sejam processados por falta de ação prévia contra Nassar, agora preso. Biles esclareceu que culpa Larry Nassar e “todo o sistema que o permitiu e o perpetrou”, acusando a Federação de Ginástica e o Comitê Olímpico dos Estados Unidos de saberem “muito antes” que ela havia sofrido abusos. A melhor ginasta do mundo é um ícone. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, uma lesão psicológica a impediu de competir como previa. No entanto, ela chegou ao topo como uma líder no trabalho de acabar com o preconceito com os problemas de saúde mental. “Não quero que nenhum outro atleta olímpico sofra o horror que eu e outras centenas suportamos e continuamos suportando até hoje”, afirmou.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 31 out. 2021 (adaptado).
O fato relatado na notícia chama a atenção acerca da necessidade de reflexão sobre a relação entre o esporte e
A notícia aborda dois aspectos interligados da trajetória de Simone Biles: o sofrimento decorrente de abusos sexuais e o impacto psicológico que esses traumas causaram em sua carreira esportiva. O ponto central do texto não é apenas a denúncia judicial, mas sim o reconhecimento de que atletas de alto rendimento também enfrentam vulnerabilidades emocionais e psicológicas.
O trecho que evidencia isso é quando o texto menciona que, nos Jogos de Tóquio, "uma lesão psicológica a impediu de competir como previa", e que Biles se tornou uma líder no combate ao preconceito com problemas de saúde mental. Ou seja, a notícia convida à reflexão sobre como o esporte precisa considerar a saúde emocional dos atletas, e não apenas seu desempenho físico.
As demais alternativas são descartáveis porque, embora o texto mencione o FBI, comitês olímpicos e federações, esses elementos aparecem como atores secundários da narrativa — o foco central é a dimensão humana e emocional da atleta, não as instituições em si.
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