TEXTO I
Com uma população de 25 milhões de habitantes (cerca de 60% de minorias muçulmanas, principalmente da etnia Uigur), Xinjiang é uma região estratégica para a China. Faz fronteira com oito países, é uma artéria crucial do megaprojeto de infraestrutura chinês Cinturão e Rota e tem as maiores reservas nacionais de carvão e gás natural.
NINIO, M. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 5 out. 2021 (adaptado).
TEXTO II
Dentre as províncias da Região Oeste, Xinjiang se destaca ao receber mais de 1,7 milhão de migrantes entre 2000 e 2010. O principal motivo desse fluxo migratório é que o governo fornece subsídios à população visando aumentar a proporção de chineses da etnia Han em relação à população local de etnias turca e muçulmana.
ALVES, F.; TOYOSHIMA, S. Disparidade socioeconômica e fluxo migratório chinês:
interpretação de eventos contemporâneos segundo os clássicos do desenvolvimento.
Revista de Economia Contemporânea, n. 1, jan.-abr. 2017 (adaptado).
A política demográfica para a província mencionada nos textos é parte da seguinte ação estratégica do governo chinês:
A questão avalia a compreensão de geopolítica e as estratégias de controle territorial utilizadas por Estados nacionais. Os textos apresentam dois elementos complementares sobre Xinjiang: sua posição estratégica (fronteira com oito países, importância para o projeto Cinturão e Rota, riquezas minerais) e a política de incentivo à migração Han para diluir a presença das etnias minoritárias locais.
A alternativa correta é a que afirma que o objetivo é assegurar a integridade territorial. O governo chinês teme movimentos separatistas na região, especialmente protagonizados pela etnia Uigur. Ao promover o deslocamento de chineses Han para Xinjiang por meio de subsídios, o Estado busca fortalecer sua soberania sobre um território estratégico e reduzir a coesão identitária das minorias que poderiam reivindicar autonomia ou independência.
As demais alternativas contradizem o que os textos descrevem: a política não promove liberdade religiosa (as minorias muçulmanas são justamente o alvo da política de controle), não incentiva pluralidade cultural (ao contrário, busca homogeneizar a composição étnica), não descentraliza a gestão (é uma ação diretamente coordenada pelo governo central) e não se limita à ocupação rural.
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