Escrito durante a Primeira Guerra Mundial, o seguinte trecho faz parte da carta enviada pelo secretário do exterior britânico, Sir Arthur James Balfour, ao banqueiro Lord Rotschild, presidente da Liga Sionista, em 2 de novembro de 1917, a carta ficou conhecida como Declaração Balfour:
“O governo de Sua Majestade vê com aprovação o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e fará todos os esforços para facilitar tal objetivo. Nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina.”
GATTAZ, A. A Guerra da Palestina. São Paulo: Usina do Livro, 2002 (adaptado).
A análise do resultado do processo em questão revela que o governo inglês foi incapaz de garantir seu objetivo de
A questão avalia o conhecimento sobre a Declaração Balfour (1917) e suas consequências para a região da Palestina no contexto do imperialismo britânico durante a Primeira Guerra Mundial.
O texto revela uma contradição fundamental no documento: o governo britânico prometia simultaneamente apoiar o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu e garantir que os direitos das comunidades não judaicas (árabes-palestinas) não seriam prejudicados. Esses dois objetivos se tornaram progressivamente incompatíveis.
O resultado histórico desse processo demonstra que a Grã-Bretanha foi incapaz de mediar os conflitos territoriais gerados por sua própria política. A crescente imigração judaica para a Palestina, incentivada pela declaração, intensificou as tensões com a população árabe local. Isso culminou em guerras árabe-israelenses, na criação do Estado de Israel em 1948 e num conflito territorial que persiste até hoje — evidenciando o fracasso britânico em cumprir a segunda parte de sua promessa, que era justamente proteger os direitos territoriais e civis da população não judaica.
As demais alternativas não correspondem ao objetivo declarado no trecho nem ao fracasso identificável em seu resultado histórico: bem-estar social, apoio muçulmano, cooperação regional e combate a governos autocráticos não fazem parte do escopo da Declaração Balfour.
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