Na Idade Média, as notícias se propagavam com surpreendente eficácia. Segundo uma emérita professora de Sorbonne, um cavalo era capaz de percorrer 30 quilômetros por dia, mas o tempo podia se acelerar dependendo do interesse da notícia. As ordens mendicantes tinham um papel importante na disseminação de informações, assim como os jograis, os peregrinos e os vagabundos, porque todos eles percorriam grandes distâncias. As cidades também tinham correios organizados e selos para lacrar mensagens e tentar certificar a veracidade das correspondências. Graças a tudo isso, a circulação de boatos era intensa e politicamente relevante. Um exemplo clássico de fake news da era medieval é a história do rei que desaparece na batalha e reaparece muito depois, idoso e transformado.
Disponível em: www.elpais.com.br. Acesso em: 18 jun. 2018 (adaptado).
A propagação sistemática de informações é um fenômeno recorrente na história e no desenvolvimento das sociedades. No texto, a eficácia dessa propagação está diretamente relacionada ao(à)
O texto aborda a circulação de informações na Idade Média, destacando como as notícias se propagavam com surpreendente eficácia mesmo sem tecnologias modernas. O conceito avaliado é a relação entre pluralidade de canais de comunicação e a eficiência na disseminação de informações.
O texto enumera explicitamente uma série de agentes e mecanismos distintos: cavaleiros a cavalo, ordens mendicantes, jograis, peregrinos, vagabundos e serviços de correio urbano com selos de autenticação. É justamente essa multiplicidade de meios — e não um único fator isolado — que explica a intensidade e o alcance da circulação de boatos e notícias. A alternativa correta capta exatamente essa ideia: a eficácia da propagação decorria da variedade de recursos disponíveis naquele contexto histórico.
As demais alternativas se mostram inadequadas porque o texto não aponta a velocidade como fator determinante (ela era variável e limitada), não menciona o letramento da população marginalizada, não trata de censura por serviços públicos (pelo contrário, a circulação era livre e intensa), e tampouco atribui a eficácia à voz da nobreza.
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