Informações digitais — dados — são gravadas em discos ópticos, como CD e DVD, na forma de cavidades microscópicas. A gravação e a leitura óptica dessas informações são realizadas por um laser (fonte de luz monocromática). Quanto menores as dimensões dessas cavidades, mais dados são armazenados na mesma área do disco. O fator limitante para a leitura de dados é o espalhamento da luz pelo efeito de difração, fenômeno que ocorre quando a luz atravessa um obstáculo com dimensões da ordem de seu comprimento de onda. Essa limitação motivou o desenvolvimento de lasers com emissão em menores comprimentos de onda, possibilitando armazenar e ler dados em cavidades cada vez menores.
Em qual região espectral se situa o comprimento de onda do laser que otimiza o armazenamento e a leitura de dados em discos de uma mesma área?
Esta questão avalia o conceito de difração da luz e sua relação com o comprimento de onda no contexto do armazenamento óptico de dados.
O texto afirma que a difração ocorre quando a luz passa por obstáculos com dimensões da ordem de seu comprimento de onda. Para ler cavidades cada vez menores — e assim armazenar mais dados — é necessário usar luz cujo comprimento de onda seja também menor, reduzindo o espalhamento por difração.
No espectro eletromagnético visível, os comprimentos de onda aumentam na seguinte ordem: violeta < azul < verde < amarelo < laranja < vermelho. O violeta possui o menor comprimento de onda da luz visível (em torno de 380–450 nm), sendo, portanto, o que permite ler as menores cavidades e otimizar o armazenamento de dados.
As demais regiões (azul, verde, vermelho e infravermelho) possuem comprimentos de onda progressivamente maiores, o que limita a resolução de leitura e impede o acesso a cavidades menores. O infravermelho, por exemplo, é utilizado nos CDs mais antigos, que armazenam muito menos dados que um Blu-ray, que usa laser azul-violeta (~405 nm).
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