A tecnologia de vacinas de RNA mensageiro (RNAm) é investigada há anos. Avanços científicos em genética molecular permitiram desenvolver uma vacina para controle da pandemia da covid-19 causada pelo vírus de RNA SARS-CoV-2. A vacina de RNAm tem sequências de genes do vírus. Entretanto, por ser muito instável, o RNAm deve ser recoberto por uma capa de lipídios que evita sua degradação e favorece sua ação. Dessa forma, o RNAm desempenhará sua função específica atuando no mesmo compartimento celular de sempre.
Disponível em: https://sbim.org.br. Acesso em: 29 nov. 2021 (adaptado).
A imunização produzida por esse tipo de vacina é alcançada por meio da
O conceito avaliado é o mecanismo de ação das vacinas de RNAm e sua relação com a síntese proteica e a resposta imune.
O RNAm da vacina carrega a sequência genética que codifica uma proteína do vírus (no caso da COVID-19, a proteína spike). Ao penetrar nas células do hospedeiro — favorecida pela capa lipídica —, o RNAm é traduzido pelos ribossomos no citoplasma (o "mesmo compartimento de sempre", como indica o enunciado). A proteína viral produzida é reconhecida pelo sistema imune como antígeno estranho, desencadeando a resposta antigênica com produção de anticorpos e células de memória. É essa resposta que garante a imunização.
As demais alternativas estão incorretas pelos seguintes motivos: a capa lipídica serve apenas para proteger e entregar o RNAm às células, não para estimular diretamente leucócitos; o RNAm não sequestra o vírus no meio extracelular, pois atua dentro da célula; não há competição entre o RNAm vacinal e o RNA viral pelos ribossomos, pois ambos seriam traduzidos normalmente; e, por fim, o RNAm não se incorpora ao genoma do hospedeiro — ele permanece no citoplasma e é degradado após a tradução, sendo essa uma distinção fundamental em relação ao DNA.
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