O vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) é um retrovírus do mesmo grupo do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Ambos são transmitidos da mesma forma e infectam as mesmas células de defesa do organismo, os linfócitos T. A diferença entre eles é que o HTLV-1 estimula o aumento da produção desses linfócitos, enquanto o HIV causa destruição dessas células.
ROMANELLI, L. C. F.; CARAMELLI, P.; PROIETTI, A. B. F. C. O vírus
linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1): quando
suspeitar da infecção? Revista da Associação
Médica Brasileira, v. 56, 2010 (adaptado).
Uma possível consequência da infecção por HTLV-1 é o desenvolvimento de
Esta questão avalia a compreensão sobre o mecanismo de ação de vírus sobre células do sistema imunológico e suas consequências para o organismo.
O HTLV-1 estimula o aumento da produção de linfócitos T, ou seja, provoca a multiplicação descontrolada dessas células. Quando células do organismo se multiplicam de forma anormal e sem controle, o resultado é o desenvolvimento de um câncer — neste caso, especificamente uma leucemia ou linfoma de células T. Esse é exatamente o mecanismo central da oncogênese viral: o vírus altera os sinais de controle do ciclo celular, levando à proliferação desregulada.
O HIV, ao contrário, destrói os linfócitos T, levando à imunodeficiência conhecida como aids — portanto, aids é consequência do HIV, não do HTLV-1. A hepatite B é causada por um vírus completamente diferente (HBV), que infecta células do fígado. Diabetes é uma doença metabólica/autoimune sem relação direta com retrovírus como o HTLV-1. Hemorragia não é uma consequência esperada da infecção por esse tipo de vírus.
A chave da questão está em associar estímulo à proliferação celular descontrolada com o desenvolvimento de neoplasias (cânceres).
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