Tal qual num exército, não se compreende um efetivo composto apenas de oficiais. Também na saúde pública, os funcionários técnicos graduados necessitam ser assistidos por auxiliares em número suficiente e com preparo adequado, constituído pelas enfermeiras de saúde pública, educadoras ou visitadoras sanitárias, técnicos de laboratório, inspetores ou guardas etc., para não falarmos no pessoal burocrático, não especializado.
PAULA SOUZA, G. H.; VIEIRA, F. B. Centro de saúde "eixo" de organização sanitária. Boletim do Instituto de Higiene de São Paulo, n. 59 (adaptado).
O texto dos sanitaristas atuantes nas décadas de 1920 e 1930 veicula uma mensagem caracterizada pela
O texto de Paula Souza e Vieira, produzido no contexto do movimento sanitarista brasileiro das décadas de 1920 e 1930, utiliza a metáfora militar para descrever a organização da saúde pública. Assim como um exército precisa de oficiais e de soldados em diferentes funções e graus de autoridade, o serviço sanitário deveria ser estruturado em níveis distintos: os funcionários técnicos graduados no topo, assistidos por auxiliares como enfermeiras, visitadoras sanitárias, técnicos de laboratório e inspetores.
Essa organização expressa uma hierarquização profissional, ou seja, a defesa de uma estrutura escalonada de cargos e funções dentro da saúde pública, em que cada categoria ocupa um papel definido conforme seu grau de formação e especialização. Não há no texto qualquer referência a juízos morais sobre comportamentos da população, a práticas de seleção racial ou melhoria genética, nem a processos de absorção cultural ou imposição de identidade — o foco é estritamente organizacional e funcional.
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