A valsa vienense é a mais antiga das danças de salão tradicional. É dançada desde a Idade Média, quando os pares davam voltas pelo salão realizando giros em torno de si mesmos em postura fechada. Pelo fato de ser dançada aos pares em contato íntimo, a valsa encantava a sociedade medieval, como também sofria proibições por infringir os "bons costumes". Originária das danças campestres e folclóricas, no século XVI, a aristocracia francesa abandonou a valsa por sua estreita relação com a cultura plebeia, retomando-a posteriormente.
FRANCO, N.; FERREIRA, N. Evolução da dança no contexto histórico: aproximações iniciais com o tema. Repertório, n. 26, 2016 (adaptado).
A expressão cultural descrita no texto foi rejeitada no início da Idade Moderna por congregar
O texto descreve a trajetória da valsa vienense e aponta que, no século XVI — início da Idade Moderna —, a aristocracia francesa rejeitou a valsa por sua estreita relação com a cultura plebeia, ou seja, com as camadas populares da sociedade.
A questão avalia a habilidade de interpretar fontes históricas e identificar como as distinções de classe social influenciavam a aceitação ou rejeição de práticas culturais. A valsa era originária das danças campestres e folclóricas — manifestações do povo comum —, e esse vínculo com os segmentos populares era incompatível com os valores de distinção social da nobreza francesa.
As demais alternativas introduzem elementos que não aparecem no texto: não há menção a feitiçaria nórdica, rituais pagãos, regras renascentistas ou compassos de territórios colonizados. O texto é explícito ao atribuir a rejeição à origem plebeia da dança, tornando a alternativa sobre segmentos populares a única sustentada pela fonte.
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