Como conclusão provisória, parece então que a globalização tem, sim, o efeito de contestar e deslocar as identidades centradas e "fechadas" de uma cultura nacional. Ela tem um efeito pluralizante sobre as identidades, produzindo uma variedade de possibilidades e novas posições de identificação, e tornando as identidades mais posicionais, mais políticas, mais plurais e diversas; menos fixas, unificadas ou trans-históricas.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2011.
De acordo com o texto, o processo apresentado contribuiu para
O texto de Stuart Hall aborda os efeitos da globalização sobre as identidades culturais na pós-modernidade. O autor argumenta que esse processo pluraliza as identidades, tornando-as mais políticas, diversas e posicionais, ao mesmo tempo em que desestabiliza identidades nacionais fixas e fechadas.
A alternativa correta é a que afirma que o processo contribuiu para fortalecer as pautas das minorias. Isso decorre diretamente do argumento do texto: ao produzir "novas posições de identificação" e tornar as identidades "mais políticas", a globalização abre espaço para que grupos historicamente marginalizados — minorias étnicas, de gênero, religiosas, entre outras — ganhem visibilidade e força política para defender suas pautas.
As demais alternativas não encontram respaldo no texto. O trecho não trata de renda, valores morais, igualdade racial como resultado direto do processo, nem de fluxos migratórios. Todas essas opções introduzem temas ausentes na argumentação de Hall, que se concentra exclusivamente nos efeitos da globalização sobre a construção identitária.
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