Questão 7 — ENEM 2024 (Linguagens)

Conheça histórias de atletas paralímpicas que trocaram de modalidade durante a carreira esportiva

Jane Karla: a goiana de 45 anos teve poliomielite aos três anos, o que prejudicou seus movimentos das pernas. Em 2003, iniciou no tênis de mesa e conseguiu conquistar títulos nacionais e internacionais. Mas conheceu o tiro com arco e, em 2015, optou por se dedicar somente à nova modalidade. Em seu ano de estreia no tiro, já faturou a medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Elizabeth Gomes: a santista de 55 anos era jogadora de vôlei quando foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1993. Ingressou no Movimento Paralímpico pelo basquete em cadeira de rodas até experimentar o atletismo. Chegou a praticar as duas modalidades simultaneamente até optar pelas provas de campo em 2010. No Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em Dubai, em 2019, Beth se sagrou campeã do lançamento de disco e estabeleceu um novo recorde mundial da classe F52.

Silvana Fernandes: a paraibana de 21 anos é natural de São Bento e nasceu com malformação no braço direito. Aos 15 anos, começou a praticar atletismo no lançamento de dardo. Em 2018, enquanto competia na regional Norte-Nordeste, foi convidada para conhecer o paratae kwon do. No ano seguinte, migrou para a modalidade e já faturou o ouro na categoria até 58 kg nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

Disponível em: https://cpb.org.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

Esse conjunto de minibiografias tem como propósito

Resolução

Esse texto é composto por três minibiografias de atletas paralímpicas brasileiras. O conceito avaliado é a identificação do propósito comunicativo de um texto, ou seja, compreender para que aquele conjunto de informações foi produzido.

Ao ler as três histórias, percebemos que cada uma narra a trajetória esportiva de uma atleta diferente: suas deficiências, como ingressaram no esporte paralímpico, as modalidades que praticaram e suas conquistas. O fio condutor não é comparar as atletas entre si, nem falar de rotinas de treino ou de categorias paralímpicas — o objetivo é apresentar e destacar a carreira profissional de cada uma delas.

As demais alternativas se afastam do propósito central: o texto não detalha rotinas de treinamento, não faz comparações de desempenho entre as atletas, não orienta sobre categorias paralímpicas e tampouco tem como foco incentivar mulheres a competir internacionalmente. Esses elementos até aparecem de forma secundária no texto, mas não representam o propósito principal do conjunto de minibiografias.

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