Cada objeto é, em si mesmo, um sistema funcionando sistemicamente. Um grande supermercado ou shopping center seria incapaz de existir se não fossem servidos por vias rápidas, estacionamentos adequados e acessíveis, sistemas de transportes públicos com horários regulares e conhecidos e se, no seu próprio interior, as atividades não estivessem subordinadas a uma coordenação. Esse é o caso dos armazéns, dos silos etc. Os portos, a rede rodoviária de um país e, sobretudo, a rede ferroviária são exemplos de objetos complexos e sistêmicos.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica, tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996 (adaptado).
De acordo com o texto, o território torna-se cada vez mais dotado de objetos com a finalidade de intensificar a
O texto de Milton Santos aborda o conceito geográfico de fixos e fluxos: os objetos técnicos instalados no território (supermercados, portos, rodovias, ferrovias, silos) funcionam como fixos — estruturas que organizam e possibilitam a circulação de pessoas, mercadorias e informações.
A alternativa correta é a dinamização dos fluxos. O autor deixa claro que todos os exemplos citados — desde o interior de um shopping até a malha ferroviária de um país — existem para garantir a fluidez e a intensificação dos fluxos. Um supermercado depende de vias rápidas, transporte público e coordenação interna justamente para que mercadorias e pessoas circulem com eficiência.
As demais alternativas estão incorretas porque o texto não trata de processos de desindustrialização, de regulação ou desregulação do mercado, de concentração produtiva em sentido restrito, nem de políticas de distribuição de renda — temas que não se relacionam com o argumento central do geógrafo sobre a função sistêmica dos objetos técnicos no espaço.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.