A finalidade mais marcante em toda a história dos mapas, desde o seu início, teria sido a de estarem sempre voltados à prática, principalmente a serviço da dominação, do poder. Sempre registraram o que mais interessava a uma minoria, fato este que acabou estimulando o incessante aperfeiçoamento deles.
MARTINELLI, M. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).
No texto, a cartografia é apresentada como um instrumento usado essencialmente para a
O texto aborda a cartografia como instrumento de poder, destacando que os mapas sempre estiveram a serviço da dominação e dos interesses de uma minoria privilegiada. O conceito central avaliado é a relação entre representação espacial e poder político-territorial.
A alternativa correta indica que a cartografia serviu para sustentar hegemonias territoriais, o que está diretamente alinhado ao texto: mapas registravam o que interessava a quem detinha o poder, reforçando a dominação sobre territórios e populações. A palavra hegemonia corresponde exatamente à ideia de controle exercido por uma minoria sobre os demais.
As demais alternativas contradizem o texto. A emancipação de sujeitos marginais e a revalorização de culturas reprimidas representam o oposto do que é descrito — o texto afirma que os mapas beneficiavam a minoria dominante, não os grupos marginalizados. A preservação de espaços naturais e a inversão de hierarquias também não têm respaldo no trecho, que trata exclusivamente de dominação e manutenção do poder estabelecido.
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