Moradores do Brooklin, bairro de São Paulo, perdem o sono com um som alto, constante e estridente. O barulho é causado por anfíbios anuros trazidos do Caribe, da espécie Eleutherodactylus jahnstonei, que têm tamanho um pouco maior que o de um grão de feijão e que encontraram na capital um ambiente favorável. Cientistas foram até o local e encontraram esses animais nos jardins das casas.
Pererecas-assobiadoras tiram o sono de moradores do
Brooklin. Disponível em: http://g1.globo.com.
Acesso em: 26 mar. 2015 (adaptado).
Ao emitirem o som estridente, esses anfíbios
Esta questão avalia o conceito de comunicação animal, especialmente a função do canto nos anfíbios anuros.
Nos anfíbios anuros (sapos, rãs e pererecas), a emissão de sons é um comportamento reprodutivo típico dos machos. O canto serve principalmente para atrair fêmeas durante a época de reprodução, além de demarcar território contra outros machos. Esse comportamento é instintivo e independe de estarem em seu hábitat de origem ou em ambiente urbano — basta que as condições sejam favoráveis à reprodução.
O fato de serem espécies exóticas (trazidas do Caribe) explica por que causam incômodo na cidade, mas não altera a função biológica do som emitido. O ambiente de São Paulo simplesmente ofereceu condições propícias para que esses animais se estabelecessem e iniciassem seu comportamento reprodutivo normal.
As demais alternativas são incorretas porque o canto dos anuros não é um indicador de poluição, não sinaliza superpopulação e não serve para atrair presas — anfíbios são predadores que capturam insetos por outros meios (visão e reflexo de ataque), não por atração sonora.
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