A icterícia é uma doença que acomete recém-nascidos e pode ser tratada com um método de fototerapia conhecido como banho de luz, que consiste na exposição do recém-nascido a uma fonte luminosa equipada com LEDs azuis. Para o monitoramento da dosagem dessa radiação, é utilizada a resposta óptica de um sensor constituído de materiais orgânicos que luminescem quando expostos à luz azul. Com o passar do tempo, essa radiação oxida os materiais do sensor, alterando sua coloração de vermelho-laranja para verde, o que indica o final do tratamento.
O gráfico apresenta o espectro de fotoluminescência do sensor em função do comprimento de onda da luz emitida no início do tratamento, quando o sensor, colado na fralda do bebê (Figura 1), luminesce na região do vermelho-laranja (∼600 nm). A Figura 2 apresenta a evolução da coloração do sensor, mostrando que a frequência da luz emitida por ele aumenta em função do tempo de exposição à luz azul.

SILVA, M. M. et al. Fabricação de sensor orgânico flexível para aplicação
em terapia com luz azul. Tecnol. Metal. Mater. Miner.,
n. 3, jul.-set. 2011 (adaptado)
Os espectros de fotoluminescência do sensor no início e no final do tratamento estão esboçados no gráfico:





Esta questão avalia a relação entre comprimento de onda, frequência e cor da luz no contexto de um sensor de fototerapia neonatal.
O enunciado informa que, no início do tratamento, o sensor luminesce na região do vermelho-laranja (~600 nm) — confirmado pelo pico do gráfico fornecido. Com o tempo de exposição à luz azul, o sensor muda de cor para verde, e a Figura 2 deixa explícito que a frequência da luz emitida aumenta com o tempo.
A relação entre frequência e comprimento de onda é dada por f = c/\lambda: se a frequência aumenta, o comprimento de onda diminui. A luz verde tem comprimento de onda menor (~520–530 nm) do que a luz vermelho-laranja (~600 nm). Portanto, o espectro do sensor no final do tratamento deve apresentar o pico deslocado para a esquerda (menor comprimento de onda) em relação ao espectro inicial.
O gráfico correto é aquele em que a curva tracejada (final do tratamento) tem seu pico em comprimento de onda menor que o pico da curva sólida (início do tratamento, ~600 nm). As demais alternativas mostram o pico deslocado para a direita (o que corresponderia a menor frequência, ou seja, luz mais vermelha — contrário ao descrito), curvas praticamente sobrepostas (sem variação de cor), ou curvas idênticas (nenhuma mudança), todas inconsistentes com o fenômeno apresentado.
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