A maioria dos seres vivos tem um relógio biológico (ciclo circadiano), que regula as mudanças metabólicas e comportamentais de acordo com o ciclo de 24 horas de rotação da Terra. Em 2015, um artigo publicado na revista Science Advantage mostrou ser possível a transferência dos genes do relógio circadiano da cianobactéria Synechococcus elongatus para o genoma da bactéria Escherichia coli, um organismo não circadiano.
CHEN, A. H. et al. Transplantability of a Circardian Lock
to Noncircardian Organism. Science Advantage,
n. 1, 2015 (adaptado).
Estarão presentes no organismo geneticamente modificado os genes do
Esta questão avalia o conceito de engenharia genética e a compreensão sobre transferência gênica entre organismos.
O experimento descrito consiste em transferir os genes do relógio circadiano da cianobactéria Synechococcus elongatus para o genoma da Escherichia coli. É fundamental entender que a transferência adiciona os genes doadores ao genoma receptor — ela não substitui nem remove os genes originais do organismo hospedeiro.
Portanto, o organismo geneticamente modificado (E. coli modificada) passa a conter:
As alternativas que sugerem que E. coli possui genes do ciclo circadiano próprios estão incorretas, pois o enunciado deixa claro que ela é um organismo não circadiano. As alternativas que mencionam apenas genes de metabolismo ignoram os genes transplantados de S. elongatus. A alternativa que atribui ciclo circadiano a ambos os organismos confunde o papel de doador e receptor.
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