Os funcionários de um zoológico observaram um aumento na taxa de mortalidade de aves aquáticas por afogamento. Um grupo de biólogos analisou o comportamento das aves por várias semanas e observou que elas apresentavam dificuldade de flutuação, por causa do encharcamento das penas com água.
O aumento na taxa de mortalidade dessas aves estava associado a uma redução na
Esta questão avalia o conhecimento sobre adaptações morfofisiológicas das aves aquáticas, especificamente o papel da glândula uropigial na impermeabilização das penas.
A glândula uropigial (ou glândula do óleo) está localizada na base da cauda das aves e produz uma secreção oleosa e sebácea. Durante o comportamento de preening (autolimpeza), as aves espalham esse óleo por todo o plumagem com o bico, criando uma camada hidrofóbica que impede que as penas absorvam água. Esse mecanismo é essencial para que aves aquáticas mantenham a flutuação e o isolamento térmico.
Quando a secreção dessa glândula é reduzida, as penas perdem sua propriedade impermeabilizante, ficam encharcadas e pesadas, comprometendo a flutuabilidade da ave — exatamente o que foi descrito no enunciado.
As demais alternativas não se relacionam com o encharcamento das penas: o papo é um órgão digestivo de armazenamento de alimento; a renovação das penas das asas influencia o voo, mas não a impermeabilização; a membrana natatória (pés palmeados) auxilia na propulsão na água, mas sua redução não causaria encharcamento das penas; já as cavidades dos ossos pneumáticos contribuem para a leveza do esqueleto, sem relação direta com a impermeabilização do plumagem.
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