Questão 39 — ENEM 2025 (Linguagens)

Do rádio ao podcast

Desde a disseminação do rádio no Brasil, entre as décadas de 1920 e 1930, principalmente no governo de Getúlio Vargas, as pessoas passaram a dedicar uma parte de seu dia para escutar notícias, novelas, músicas e eventos esportivos em aparelhos de som. O radiojornalismo, por sua vez, teve seu pontapé inicial durante a Revolução Constitucionalista (1932) e se desenvolveu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Quando a TV surgiu, esperava-se que o rádio fosse totalmente substituído, porém ele se manteve em alta, pois o sinal de televisão não cobria todos os lugares, diferentemente do rádio. Com o surgimento da internet, dos smartphones e de outros dispositivos móveis, o rádio foi incorporado a essas novas tecnologias até o desenvolvimento da web rádio e do podcast, mostrando-se um meio de comunicação versátil e democrático na área jornalística.

Para um pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o rádio não se tornou obsoleto, visto que não deixou de ser consumido e se reinventou com o tempo. “O podcast é uma continuação, uma evolução natural do rádio”, opina.

ALVES, A.; ALVES, C. Disponível em: https://comunica.ufu.br. Acesso em: 19 abr. 2024 (adaptado).

Ao abordar a trajetória dos meios de comunicação, esse texto propõe uma reflexão sobre a

Resolução

O texto apresenta a trajetória do rádio desde sua chegada ao Brasil até os dias atuais, destacando como esse meio de comunicação sobreviveu e se adaptou a cada nova tecnologia surgida — da televisão à internet, dos smartphones ao podcast.

A ideia central do texto é que o rádio não se tornou obsoleto: ao contrário de ser substituído, ele se reinventou. O pesquisador da UFU reforça essa tese ao afirmar que o podcast é uma evolução natural do rádio, não sua substituição.

A alternativa correta é a que fala em permanência do rádio e sua evolução por meio da tecnologia digital, pois resume exatamente o argumento do texto: o rádio permaneceu relevante e evoluiu ao incorporar as novas tecnologias digitais.

As demais alternativas estão incorretas porque: uma delas trata do desenvolvimento da televisão, que não é o foco do texto; outra sugere o predomínio do podcast sobre o rádio, o que contradiz a ideia de continuidade defendida; outra trata da influência da TV sobre o radiojornalismo, tema não explorado no texto; e a última generaliza sobre interações humanas, algo além do escopo do texto.

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