TEXTO I

CARLEVARIS, L. La piazetta (detalhe). Óleo sobre tela, 49 × 41 cm.
Ashmolean Museum, Oxford, 1729.
Disponível em: www.meinsterart.de. Acesso em: 13 dez. 2017.
TEXTO II
Antigo centro da economia mundo-europeia do século XV, no final do século XVII e início do século XVIII, Veneza ainda era uma cidade cosmopolita onde orientais podiam sentir-se em casa.
BRAUDEL, F. O tempo do mundo. São Paulo:
Martins Fontes, 1979 (adaptado).
Qual elemento da condição cosmopolita de Veneza na Idade Moderna está explicitado nos textos?
A questão avalia a habilidade de interpretar fontes históricas (iconográfica e textual) para identificar características da Veneza moderna como centro cosmopolita.
A pintura de Carlevaris retrata a Piazzetta veneziana em 1729 e é fundamental para a resposta: nela, observa-se a convivência de pessoas com vestimentas típicas orientais (turbantes) ao lado de europeus ocidentais em um espaço público urbano. Essa imagem ilustra com precisão o que o Texto II descreve — Veneza como cidade onde orientais podiam sentir-se em casa.
Essa presença multicultural e esse trânsito de povos de diferentes origens eram uma consequência direta da posição de Veneza como entreposto comercial do Mediterrâneo: a cidade articulava rotas de comércio entre o Oriente (Império Otomano, Levante) e o Ocidente europeu, atraindo mercadores, diplomatas e viajantes de múltiplas culturas. Assim, a integração do comércio mediterrâneo é o elemento que explica o cosmopolitismo veneziano descrito nos dois textos.
As demais alternativas são incorretas porque nenhuma delas é evocada pelas fontes: o ensino laico, a colonização americana, o humanismo e as corporações de ofício são fenômenos do período moderno, mas não estão relacionados ao cosmopolitismo de Veneza apresentado nos textos.
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