O corpo de cidadãos é o poder supremo dos Estados. A supremacia pode residir ou num homem, ou na minoria, ou em todos. Sempre que o Um, ou a Minoria, ou Todos governam, tendo em vista o bem-estar comum, essas constituições são justas; mas se procuram apenas o benefício de uma das partes, seja ela o Um, a Minoria ou Todos, estabelece-se um desvio.
ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
No excerto encontra-se a base da teoria clássica das três formas de governo representadas pela
A questão avalia o conhecimento sobre a teoria clássica das formas de governo de Aristóteles, tal como desenvolvida na obra Política.
Aristóteles identificou três formas de governo a partir de quem detém o poder supremo: o Um (um só governante), a Minoria (poucos) e Todos (o conjunto dos cidadãos). Para cada uma dessas formas, existe uma versão justa — quando o governante age em prol do bem comum — e uma versão desviada — quando governa em benefício próprio.
As três formas justas são: a Monarquia (governo de um só para o bem comum), a Aristocracia (governo dos melhores para o bem comum) e a Democracia/Politia (governo de todos para o bem comum). As formas desviadas correspondentes são: a tirania, a oligarquia e a demagogia.
As demais alternativas apresentam classificações que não pertencem à tipologia aristotélica original: burocracia, autarquia, ditadura, autocracia, plutocracia e tecnocracia são conceitos de outras épocas e tradições do pensamento político, incompatíveis com a teoria clássica descrita no excerto.
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