Em toda a sua carreira política, Getúlio Vargas sempre contara com o seu talento pessoal de persuasão e poder de manipulação. Agora, porém, seus amigos começavam a perceber que ele parecia envelhecido e cansado. A principal figura da oposição, concordavam eles, era o belicoso jornalista Carlos Lacerda. Se ao menos pudessem “removê-lo” do cenário político, talvez Vargas se salvasse da situação. Esses seguidores decidiram tomar o assunto em suas próprias mãos com o atentado da Rua Tonelero.
SKIDMORE, T. Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003 (adaptado).
Nesse contexto, a ação dos aliados de Getúlio Vargas teve como consequência imediata o(a)
Esta questão avalia o conhecimento sobre a crise política do segundo governo Vargas (1950–1954) e as consequências do atentado da Rua Tonelero (agosto de 1954).
O atentado foi planejado por aliados de Vargas para eliminar Carlos Lacerda, jornalista e principal voz da oposição udenista. No entanto, o tiro saiu pela culatra: Lacerda sobreviveu e o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz foi morto. As investigações do Inquérito Policial Militar (IPM) revelaram conexões entre os assassinos e o próprio Palácio do Catete, expondo o envolvimento do círculo íntimo de Vargas.
A consequência imediata foi justamente o contrário do que os aliados esperavam: a UDN (União Democrática Nacional) e a oposição intensificaram seus ataques, exigindo a renúncia de Vargas. A pressão militar cresceu até que os ministros militares pediram seu afastamento, levando Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954.
As demais alternativas não correspondem ao contexto imediato: os sindicatos não intervieram como mediadores do conflito; a sociedade não se mobilizou em defesa do governo naquele momento — ao contrário, a crise se aprofundou; a censura não foi abandonada; e o apoio parlamentar à oposição não foi a consequência direta e imediata do atentado.
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