Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses.
COULANGES, F. A cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
A conjuntura sociopolítica da Roma Antiga, conforme apresentada no texto, foi contestada pelos
O texto de Fustel de Coulanges destaca um problema central da Roma Antiga: a transmissão oral das leis favorecia os patrícios, que as interpretavam e aplicavam segundo seus próprios interesses, excluindo os demais grupos sociais do acesso à justiça.
A alternativa correta identifica os plebeus como os protagonistas da contestação a essa ordem. Marginalizados politicamente e sujeitos à arbitrariedade dos patrícios, os plebeus pressionaram por reformas que resultaram, no século V a.C., na elaboração da Lei das Doze Tábuas — a primeira codificação escrita do direito romano. Essa conquista limitou o poder dos patrícios de manipular a justiça e representou um passo fundamental na luta plebeia por participação política e igualdade jurídica.
As demais alternativas não se sustentam no contexto apresentado: os monarcas já haviam sido afastados do poder com o início da República; os nobres (patrícios) eram os beneficiários do sistema, não seus opositores; camponeses e estrangeiros não protagonizaram esse tipo específico de disputa jurídico-política descrita no trecho.
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