Os sapinhos-ponta-de-flecha constituem um grupo de espécies encontradas na América Central e do Sul. Seus venenos são obtidos por meio do consumo de algumas formigas e cupins que se alimentam de plantas que contêm esses venenos. Esses anfíbios são usados para envenenar as flechas das zarabatanas dos caçadores nativos. Quando capturados e criados em condições artificiais, ou quando nascidos em cativeiro, não são tóxicos.
BADIO, B. et al. Epibatidine: Discovery and Definition as a Potent Analgesic and Nicotinic Agonist. Med. Chem. Res., n. 4, 1994 (adaptado)
A perda da capacidade de se obter a toxina nos nascidos em cativeiro é causada pela
Esta questão avalia a compreensão sobre cadeia alimentar e a origem de substâncias tóxicas em animais por meio da dieta.
Os sapinhos-ponta-de-flecha não produzem suas toxinas internamente — eles as obtêm por meio da alimentação. Ao consumir formigas e cupins que, por sua vez, se alimentaram de plantas tóxicas, os sapos acumulam essas substâncias em seu organismo. Esse processo é chamado de bioconcentração ou acúmulo trófico.
Quando criados em cativeiro, os animais recebem uma alimentação diferente, sem os insetos portadores das toxinas vegetais. Sem essa fonte alimentar específica, o sapo nunca tem acesso à substância tóxica e, portanto, não a acumula — perdendo sua toxicidade. Se voltassem a se alimentar naturalmente, poderiam recuperar a característica.
As demais alternativas estão incorretas porque a perda da toxicidade não é causada por umidade (fator ambiental irrelevante para esse processo), nem por uma adaptação comportamental genética ou por variabilidade genética — a capacidade de sequestrar as toxinas permanece intacta no genoma, simplesmente falta o insumo dietético.
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