O sashimi (filé de peixe cru) de baiacu é uma iguaria muito apreciada no Japão. Entretanto, sua ingestão pode causar a morte por parada respiratória, pois esse peixe contém uma potente neurotoxina termoestável, a tetrodotoxina, que é produzida e armazenada nas gônadas e vísceras.
Que ação poderia evitar essa intoxicação?
Esta questão avalia o conceito de toxinas biológicas e a relação entre localização celular/tecidual de substâncias tóxicas e os métodos para evitar intoxicação.
A tetrodotoxina é uma neurotoxina termoestável, ou seja, não é destruída pelo calor. Por isso, cozinhar ou fritar o peixe não elimina o perigo — a toxina permanece ativa mesmo após aquecimento. Isso descarta diretamente a alternativa que sugere o consumo de peixes cozidos ou fritos.
A toxina não está distribuída pela musculatura do peixe (a parte consumida como sashimi), mas sim concentrada nas gônadas e vísceras (órgãos internos). Portanto, se o peixe for manipulado de forma que esses órgãos não se rompam durante o preparo, a toxina não contamina o filé, tornando o consumo seguro.
As demais alternativas não resolvem o problema: criar em cativeiro ou pescar com redes não altera a composição bioquímica do peixe, e higiene adequada combate contaminação microbiana, não toxinas químicas já presentes no organismo.
A alternativa correta, portanto, é a que propõe manusear o peixe sem romper os órgãos internos, pois isso impede que a tetrodotoxina entre em contato com a parte comestível.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.